segunda-feira, 31 de maio de 2010

O CRIME NÃO COMPENSA. Melina Galdino consegue revelações importantes na entrevista com um criminoso


ENTREVISTA COM UM CRIMINOSO; detalhes do submundo das penitenciarias

Melina Galdino de Souza*



Eu tento com esta matéria mostrar um pouco acerca de uma pessoa que já se envolveu em alguns crimes. Não tenho a menor intenção de saber detalhes de sua vida desta pessoal, nem tão pouco invadir sua privacidade, por isso não revelo o nome verdadeiro do entrevistado. Agradeço a confiança que ele depositou em mim ao concordar em me dar essa entrevista para uma matéria acadêmica.
Melina- No ano de 1995, Roberto** foi um dos sete assaltantes de uma das agencia do Banco do Brasil de Fortaleza (CE) Ele me contou um pouco sobre este assalto e também me dá uma breve entrevista de como é a vida dele hoje. Como aconteceu este assalto?
Roberto- Foi o seguinte: Eu e mais seis amigos, um deles soldado, combinamos de assaltar o banco. O soldado que era da Paraíba tinha um pouco de conhecimento e nos convidou e depois agimos. Todo plano foi feito no estado da Paraíba. Quando chegamos ao local na cidade de Fortaleza, o soldado entrou primeiro no banco seguido de mais dois que eu não sei quem eram. Antes que nós saíssemos do banco a policia local chegou atirando, eu levei dois tiros nas pernas, consegui fugir para o Rio grande do Norte sendo preso depois de algum tempo. Quando os policiais me pegaram eu já tinha abandonado todo o dinheiro que estava comigo, sem nem saber a quantia, assim como armas. Eu queria me livrar daquela situação ainda mais porque eu estava ferido. Nunca antes eu havia pensado em fazer algo como assaltar um banco, mas com o tempo as pessoas vão mudando, não sei como surgiu a ideia.
Melina- Falando sobre os dias de hoje, como você considera sua vida Roberto?
Roberto- Normal como a de outras pessoas, tenho casa, um trabalho digno, vivo em uma cidade tranqüila.
Melina- Quais foram a conseqüências na época do assalto?
Roberto- Na prisão, fui maltratado, porque como no assalto feri um policial, eles revidaram me maltratando, para dificultar minha vida durante aquele tempo na prisão. Também o fato de ficar longe dos meus filhos e a discriminação sofrida por parte da sociedade
Melina- Como era a vida na prisão?
Roberto- Na primeira vez na prisão, os primeiros meses foram bem difíceis. Como já respondi antes sofri bastante, maus tratos pelos policiais, fiquei na solitária, dormi no chão com ratos,baratas. E às vezes os “gambés” (como ele chama os policiais ) invadiam a cela com lanternas e armas para coagir e me ameaçar de morte. Depois de um tempo eles me esqueceram um pouco e então fiz amizades com outros presos, comecei a trabalhar dentro do presídio, o trabalho era na parte interna, eu fazia serviços como receber as pessoas que iam visitar outros presos. Algumas pessoas chegavam a me perguntar o meu horário de saída, me confundindo como um funcionário normal. Mas tudo isso apenas depois de ganhar confiança dos agentes penitenciários e da direção, inclusive do chefe de disciplina.
Melina- Você acha que sua vida teria sido diferente se você não tivesse feito algumas coisas no passado?
Roberto- Bem antes de eu cometer os primeiros crimes eu era evangélico e freqüentava a igreja, estudava, fazia teologia bíblica, trabalhava como mecânico. Depois de me envolver no crime tive como conseqüência, parar de trabalhar. Mas mesmo na cadeia eu tive a chance de trabalhar e neste trabalho recebia mais ou menos meio salário na época e redução de pena. Neste trabalho aprendi várias coisas como: artigos relacionados ao crime e a pena. Apesar de estar preso eu não me considerava um bandido pois eu estava pagando por algo que eu fiz, cumpri pena por três anos e sete meses. Eu sai às 5 horas para trabalhar no próprio presídio e voltava para a cela as 17 horas da tarde
Melina- Você ver razões para alguns dos crimes feitos por outras pessoas?
Roberto- Na realidade, não existem justificativas para os crimes feitos hoje, como crimes contra pessoas inocentes, a violência hoje é tão grande que as pessoas morrem sendo inocentes. Se eu tivesse ficado em uma cadeia que eu não pudesse trabalhar eu talvez tivesse me tornado mais violento. No período em que eu estava preso houve duas rebeliões, mas eu não participei de nenhuma, a prisão foi como uma faculdade da vida. Na prisão se você não tem uma ocupação você pode se tornar mais violento e aprender meios de cometer outros crimes. Hoje o que aumenta a criminalidade é a droga. As autoridades deveriam ver o lado social que está deixando a desejar, nem todos jovens se interessam pela educação que é fundamental.
**O nome Roberto foi alterado para manter a privacidade do entrevistado


*Aluna do I período de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ

SITE DA FVJ DÁ AMPLA COBERTURA AO I ENCONTRO DO GELF


O I Encontro do Grupo de Estudos da Línguagem da Faculdade do Vale do Jaguaribe - GELF, realizado na quinta-feira, 27 de maio, durante as atividades da I Jornada de Práticas Acadêmicas, teve ampla cobertura fotográfica por parte do site oficial da FVJ. Na foto ao lado você vê o aluno Caio, do VII período de Letras, fazendo o papel de Édipo. O julgamento de Édipo foi uma das atividades do GELF, ao lado do lançamento da Revista Eletrônica do I período e da apresentação dos trabalhos científicos do III período de Icapuí. Para acompanhar o painel de fotogafias clique AQUI.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

COPA DO MUNDO: Texto de Bruna Cristina fala sobre o maior espetáculo da terra


COPA DO MUNDO; o esporte a serviço da confraternização entre os povos



Bruna Cristina Silva Simões*


A copa geralmente começa atrelada aos eventos juninos. E durante a mesma, todos são um só, vestido de verde e amarelo e gritando pela seleção, com as TVs sintonizadas, bandeiras e faixas expostas, pinturas no chão etc.. Não há ricos ou pobres, pretos ou brancos, heteros ou homos, todos constituem assim uma nação torcendo pelo que talvez seja a única coisa que nos una por completo: O futebol.
A copa é um torneio de futebol realizado a cada quatro anos onde seleções do mundo inteiro se reúnem para disputá-la; foi criada no ano de 1928 pelo francês Júlio Rimet. Além de ser um campeonato que reúne 32 seleções jogando entre si por aproximadamente um mês, é o acontecimento esportivo, mais amplamente acompanhado em todo o mundo.
A competição foi pela primeira vez televisionada em 1954, e até hoje é um dos eventos mais assistidos no mundo, ultrapassando até mesmo os jogos olímpicos. Nestas ocasiões, todos os brasileiros ficam com um só pensamento e objetivo: ganhar a copa do mundo. É nesse tempo que o coração dos torcedores brasileiros ficam repletos de esperança e amor. Além de ser um campeonato cheio de suspense é o único que consegue parar o mundo todo. E tornar a copa um evento espetacular, é um desafio que também está destinado ao Brasil em 2014, quando mostraremos ao mundo o que somos e onde podemos ir. Afinal, assim como outros grandes espetáculos, a copa é uma ocasião em que nós, seres humanos, podemos revelar nosso grande tesouro: a confraternização universal.

*Aluna do 1º Período de Letras da FVJ

quarta-feira, 26 de maio de 2010

GRUPO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM DA FVJ LANÇA REVISTA ELETRÔNICA


LANÇADA A REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS – primeiro resultado das ações do Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ - GELF



Francisco Canindé Tinoco de Luna*



Como resultado das primeiras ações do GELF – Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ foi lançada no último dia 27 de maio de 2010, quinta-feira, às 19 horas, no Instituto Waldemar Falcão, a REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS, dentro da programação da I Jornada de Práticas Docentes dos Cursos de Letras e Pedagogia. A Revista consiste de textos produzidos pelos alunos do I período de Letras da FVJ, sobre os mais variados e polêmicos temas da atualidade. Trata-se de uma atividade de produção textual na perspectiva dos gêneros textuais e discursivos. Ao levar os alunos a produzirem textos que serão lidos por toda a comunidade acadêmica ( e certamente por toda a sociedade já que estão disponíveis na internet) estamos incentivando a produção textual em situações reais de interação sócio-comunicativa e adotando a concepção interacionista de linguagem que, comprovadamente, tem dados excelentes resultados. Alertamos que os textos publicados na Revista não possuem ainda caráter científico; são mais próximos do domínio jornalístico, nos gêneros editorial, artigo de opinião ou informativos. Isso porém, não diminui o valor dessas produções, pois, como vemos em Metodologia da pesquisa educacional (FAZENDA, 2000, p.7) a dificuldade mais freqüente para quem vai produzir um trabalho científico “é a dificuldade para escrever, pois, a expressão escrita requer, antes de mais nada, uma apropriação do objeto da escrita”. A REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS é, de modo proposital, um primeiro esforço no sentido de vencer essa dificuldade, habilitando os alunos para o exercício da escrita já no I período, com vistas aos inúmeros relatórios, resenhas, artigos e outros trabalhos científicos que eles serão chamados a fazer durante toda sua vida acadêmica na FVJ. Nestas ocasiões aí sim, todos serão cobrados a produzirem textos com o devido rigor acadêmico e dentro dos padrões adequados de textualidade, coesão, coerência e unidade sócio-comunicativa, semântica e formal. Aproveitamos a oportunidade para agradecer à Professora Isabella, coordenadora dos Cursos de Letras e Pedagogia pelo apoio dado aos trabalhos do GELF, aos demais professores dessas áreas, bem como a todos os alunos e alunas do I período de Letras da FVJ pelo empenho e motivação com que produziram os textos da Revista que ora apresentamos. Todos estão convidados a ler os textos, sugerir, comentar, criticar e divulgar


*Professor de Produção Textual e Orientador do Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ - GELF

RELIGIÕES. Texto de Jeane Batista aborda essa característica comum a todos os povos



RELIGIÕES; a saga da humanidade na busca de seu reencontro com o mistério divino


Jeane Batista de Almeida*


A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem, mas desconhece-se ao certo que relações estabelecem religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.
Dentro do que se define como religiões, podemos encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demônios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a certos grupos sociais. A idéia de religião com muita freqüência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, semideuses, etc.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas admitem a existência de mais de um deus. Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e Islã juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental.
Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no budismo, onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no Islã, em que Muhammad recebeu a revelação do Corão de Deus. As religiões estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interação com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia. Algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados. Outras marcam esses dias sagrados de acordo com fenômenos da natureza, como as fases da lua, na religião Wicca.
Embora cada religião apresente elementos próprios, é também possível estabelecer uma série de elementos comuns às várias religiões e que podem permitir uma melhor compreensão do fenômeno religioso. As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é talvez a narrativa do Gênesis na tradição judaica e cristã.

*Aluna do I período de Letras da FVJ

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ABORTO. Texto de Eliane Martins avalia as consequência dessa prática


O A BORTO E SUAS CONSEQUÊNCIAS; uma questão de saúde pública

Eliane Martins da Silva*



O aborto é definido como a interrupção da gravidez antes que o feto possa sobreviver fora do útero. Mas em alguns casos o aborto é feito de uma maneira ilegal; uma atitude que as pessoas tomam para se livrar de seu próprio erro, mesmo sabendo que o aborto feito dessa maneira é um crime. O ser humano que tem coragem de fazer isso com um inocente que nem sabe se defender merece sofrer o resto de sua vida.
Tem mulher que faz o aborto em casa mesmo; toma remédio sem que o médico saiba, mesmo ela estando ciente das conseqüências que vem mais tarde. Além disso, muitas mulheres que faz aborto uma vez, ficam o resto da vida sem poder engravidar como conseqüência do que fez. Um aborto realizado por pessoa não habilitada ou sem as condições adequadas expõe a paciente à infecções, hemorragias, infertilidade futura ou mesmo morte.
Já o aborto espontâneo é o término acidental de uma gravidez com menos de 20 semanas de gestação. A causa mais comum é um defeito no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentos ou radiação, ou ainda resultar de doenças infecciosa.
O tipo de aborto que pode ser tolerado é aquele quando certo teste mostra que o feto está se desenvolvendo com uma anomalia ou má-formação. Quando acontece um aborto dessa maneira, aí sim, não è um crime. Porém, muito diferente é quando a mãe mesma o faz para tirar a vida de uma criança que não tem culpa de vir ao mundo; esse é um crime sem perdão; sem falar que a mãe corre serio risco de morte, pois fazer uma coisa dessas sem médico por perto è perigoso.

*Aluno do I período de letras da FVJ

MENORES INFRATORES; Texto de Nayne Patrícia aponta a educação como saída para a delinquencia juvenil


MENORES INFRATORES; investimentos em educação podem reduzir o problema

Nayne Patrícia Silva Lima *




No nosso cotidiano, é muito freqüente vermos e ouvirmos notícias de menores que estão envolvidos no mundo do crime, seja roubando, vendendo drogas e até matando. E nos perguntamos: onde vamos parar? O que leva uma criança a cometer tais atos? Será que nós somos capazes de mudar essa realidade tão cruel?
No Brasil, cerca de 17,4% da população carcerária é de crianças e adolescentes que estão detidos em unidades de reabilitação espalhadas por todo o pais. Mas, na maioria das vezes essa medida não funciona, pois quando elas saem encontram mais uma vez a família desestruturada, o lugar em que mora cheia de pessoas desequilibradas, uma realidade muito dura aos seus olhos de criança. Por isso antes de julgarmos o ato criminoso de uma criança devemos levar em conta todos os fatores citados e, a partir daí, tirarmos nossas conclusões. Isso porque se uma criança convive com um pai drogado, uma mãe alcoólatra e não tem o amor e a atenção que toda criança tem que ter, a tendência é que ela se torne uma pessoa agressiva, rude e bastante frustrada.
Para mudar essa realidade é preciso primeiro analisar a vida dessas crianças e ver que tipo de gente as rodeia, bem como até que ponto essa convivência pode afetar psicologicamente esses menores. É a partir daí que se deve tomar as medidas cabíveis para o problema em que eles se encontram; isso pode ser feito através de tratamento psicológico para elas e para suas famílias ou integrá-las em movimentos sociais mostrando o que realmente vale a pena. Além disso, é fundamental investir em educação de qualidade, porque só através da educação é que formaremos cidadãos de bem.

*Aluna do I período de Letras da FVJ

sábado, 22 de maio de 2010

PROSTITUIÇÃO. Texto de Elenilda Ferreira mostra conexão entre o sistema capitalista e a exploração do sexo



PROSTITUIÇÃO; conceito dessa prática tem a ver com a noção de propriedade privada


Elenilda Ferreira Bezerra *


A prostituição pode ser definida como a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazerosos. Apesar de comumente a prostituição se constituir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informação, etc.
A prostituição é praticada mais comumente por mulheres, mas há um grande número de casos de prostituição masculina em diversos locais ao redor do mundo. A sensibilidade sobre o que se considera prostituição pode variar dependendo da sociedade, das circunstâncias onde se dá e da moral aplicável no meio em questão. A prostituição é reprovada em diversas sociedades, devido a ser contra a moral dominante, à possível disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST), por causa de adultério, e pelo impacto negativo que poderá ter nas estruturas familiares (embora os clientes possam ser ou não casados).
Na cultura silvícola de algumas regiões, inclusive no interior da Amazônia, Brasil, e em algumas comunidades isoladas, onde não há a família monogâmica, não existe propriedade privada e, por conseguinte não existe prostituição: o sexo é encarado de forma natural e como uma brincadeira entre os participantes. Já onde houve a entrada da civilização ocidental o fenômeno da prostituição passa a ser observado com a troca de objetos entre brancos e índias em troca de favores sexuais.
A ONU, em 1949, denunciou e tentou tomar medidas para o controle da prostituição no mundo. Desde o início do século XX os países ocidentais tomaram medidas visando a retirar a prostituição da atividade criminosa onde se tinha inserido no século anterior, quando a exploração sexual passou a ser executada por grandes grupos do crime organizado; portanto, havia a necessidade de desvincular prostituição propriamente dita de crime, de forma a minimizar e diminuir o lucro dos criminosos. Dessa forma as prostitutas passaram a ser somente perseguidas pelos órgãos de repressão se incitassem ou fomentassem a atividade publicamente.
Com a disseminação de medidas profiláticas e de higiene e o uso de antibióticos, o controle da propagação de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e outras enfermidades correlatas à prostituição pareciam sob controle em meados da década de 1980 no século XX. Porém, a AIDS tornou a prostituição uma prática potencialmente fatal para prostitutas e clientes, havendo no início da enfermidade uma verdadeira epidemia.
Modernamente, com as doenças sexualmente transmissíveis, entre as quais a AIDS, a prática da prostituição recebeu um golpe. Foi necessária a intervenção estatal para o controle e prevenção das doenças, que atingiram níveis de epidemia no final do século XX, início do século XXI, extinguindo boa parte da população de risco (pois são enfermidades fatais aos clientes e prostitutas).
Apesar das tentativas de órgãos de saúde pública em todo o mundo na prevenção a estas doenças, em regiões mais pobres do planeta, miséria e prostituição são palavras praticamente sinônimas. Nas regiões mais pobres a miséria, a prostituição, o tráfico de drogas e as DST se entrelaçam. No Brasil a prostituição infantil é comum nas camadas mais pobres dos grandes centros urbanos. Nas capitais do Nordeste em especial, existe o turismo sexual, onde crianças de ambos os sexos são recrutadas para satisfazer os desejos de pedófilos provindos de todas as partes do mundo, em especial dos Estados Unidos e da Europa. Alguns países já reconhecem legalmente a prostituição como profissão, a exemplo da Alemanha. Com a popularização dos meios de comunicação em massa, novas formas de prostituição se verificam, como o sexo por telefone, e sites onde o sexo é vendido em filmes, imagens, web cams ao vivo, etc., criando uma nova forma da atividade: a prostituição virtual.
O aumento do tráfico de mulheres, adolescentes e crianças, em Portugal, na Europa e no mundo é bastante preocupante. Porém, pesquisas calculam que mais de 500 mil mulheres na Europa e muitos milhões no mundo sejam vítimas de tráfico. O objetivo do tráfico nem sempre é a exploração sexual das vítimas. Por vezes, são vítimas de casamentos forçados, de trabalho clandestino, de trabalho doméstico e até mesmo de escravidão. Contudo, é a exploração sexual (prostituição) o maior motivo do tráfico de mulheres.
O tráfico de mulheres resulta de uma repartição desequilibrada da riqueza mundial e colocar fim a esse fenômeno pressupõe uma reestruturação nas políticas sociais de forma a tornar o mundo mais justo e afastar a exploração capitalista que hoje domina o mundo.


*Aluna do I período de Letras

CÉLULA-TRONCO. Texto de Rosy Linhares coloca as expectativas desse ramo da ciência


CÉLULA-TRONCO; pesquisas mostram uma luz no fim do túnel para portadores de anomalias


Rosiane Oliveira da Silva*


Nos últimos anos o assunto “células- tronco” tem sido muito debatido, e é objeto freqüentemente exposto na mídia. Como a maioria das grandes novidades, esta área está sendo superestimada se for considerada a realidade atual, entretanto não há dúvidas de que as suas potencialidades são enormes. Pode-se até esperar um novo tipo de medicina a partir da evolução dessas pesquisas. Na verdade, o que se tem hoje são uma série de perspectivas e os resultados obtidos nas experiências em animais de pequeno porte não podem, ainda, ser estendidos para a espécie humana.
Experiências clínicas têm, entretanto, mostrado resultados alentadores. Os diferentes tecidos são formados por células com características diversas. Quando uma das primeiras células do embrião sofre uma mitose e se divide, as duas células resultantes têm a mesma constituição genética e as mesmas características. A embriogênese progride com a contínua multiplicação das células, aumentando o número das mesmas e o tamanho do embrião. O interessante é que dentro da célula mais primitiva, o zigoto, existe informação suficiente para que, na medida em que essas células forem se dividindo, aos poucos ocorra uma diferenciação, originando diferentes linhagens que formarão diferentes tecidos como: muscular, ósseo, nervoso, etc.
No interior do núcleo desta célula primitiva existe uma bagagem gênica completa, com capacidade de transmitir as informações necessárias para toda a vida do futuro ser que esta célula originará. Em um determinado momento, nesta contínua série de divisões mitóticas, inicia um processo denominado diferenciação celular. Este processo é de extrema importância, pois permitirá que novas linhagens celulares passem a existir e já iniciem a estruturação de um complexo organismo. Este fenômeno de diferenciação celular permite, em última análise, que a célula resultante da divisão seja diferente da antecessora.
Durante muito tempo, os biólogos ensinavam a mitose como sendo a divisão de uma célula em duas exatamente iguais. Há relativamente pouco tempo, com os novos entendimentos propiciados pela moderna biologia celular, foi sendo definido um novo tipo de mitose. A mitose assimétrica. O conhecimento desta mitose assimétrica permitiu a ideação de um tipo de célula com características especiais. Esta célula ao se dividir origina uma célula que se diferencia e outra que mantém as mesmas características da original.
Desta maneira, ela pode se diferenciar em outra, ao mesmo tempo em que pode manter suas características primordiais. Esta manutenção de características permite, no organismo adulto, que haja um grupo de células que ainda mantêm características ancestrais, ou precursoras, ou troncas. Por essa razão são denominadas células-tronco.
Diante das considerações anteriormente expostas, posso dizer que célula tronco é um assunto polêmico, mas que deveria ser colocado em discussão, pois, pessoas portadoras de anomalias poderão ser curadas pelo tratamento com célula-tronco.

*Aluna do Primeiro Período de LETRAS da FVJ.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MERCADO DE TRABALHO. Texto de Mateus Diogo reflete sobre a necessidade da informação para a conquista dos novos espaços


MERCADO DE TRABALHO; inovações tecnológicas na era da informática


Mateus Diogo de Freitas*



As noções de trabalho/emprego/segurança social, tratadas quase como sinônimas, mudaram com o passar do tempo, em interação com a evolução da sociedade e das condições da produção. Assim como mudaram as realidades que se escondem por trás dessas noções.
Vários são os fatores que, conjuntamente e em interação, contribuíram para a construção desta nova realidade do trabalho. Entre eles a globalização econômica e a disseminação das inovações tecnológicas e organizacionais; as transformações no papel dos estados; a disseminação do individualismo como valor nas sociedades contemporâneas e o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho.
O impacto desses fatores, por sua vez, pode ser percebido na nova configuração do mercado de trabalho, com o aumento do nível de desemprego, o crescimento da informalização nas relações trabalhistas, o deslocamento setorial do emprego, e a transformação nos requisitos funcionais, com a exigência de novas habilidades e competências.
Nas últimas décadas, as mulheres invadiram o mercado de trabalho. No Brasil, a participação feminina aumentou expressivamente: em 1999 representavam 41,4% da PEA (população economicamente ativa) contra 31,7% em 1979. Esse ingresso veio associado a transformações nas relações familiares e conjugais (como exemplo, o número de famílias chefiadas por mulheres encontra-se em constante crescimento – em 1989 representavam 20,1%, em 1999 chegou a 26%). Esses avanços, no entanto, encobrem obstáculos importantes a serem superados no século XXI, conforme publicado na internet.
Segundo o artigo publicado na internet, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) elaborou dois índices para mensurar o avanço feminino na sociedade e no espaço de trabalho: o índice de desenvolvimento relacionado ao gênero (GDI), e o índice de poder (empowerment - EM) de gênero. No primeiro índice, o Brasil ocupa a 66ª posição, bem atrás da Argentina (35), Uruguai (37) e México (50) e até de países islâmicos como a Malásia (57) e a Líbia (65).
Em outras palavras, as mulheres representam mais de 40% da força de trabalho no país. Porém, esta inserção ainda é preponderante nas ocupações e ofícios que guardam correlação direta com as funções que elas desempenham no espaço doméstico, tendo menor status social e demandando menor qualificação formal; conseqüentemente auferindo menor renda.
Conforme pesquisa feita na internet, em São Paulo, as mulheres recebem, por hora, 76% do rendimento obtido pelos homens e o desemprego feminino fica sempre acima do masculino. E quanto maior a escolaridade, maior a diferença salarial entre homens e mulheres na mesma ocupação. Esse padrão se repete em muitos países. Mas, para mulheres brancas, esta diferença em relação aos homens está caindo. Projeções indicam que daqui a 30 anos não haverá mais discriminação salarial contra elas.
As barreiras, visíveis e invisíveis, que mantêm as mulheres fora dos cargos mais qualificados e mais bem remunerados são inúmeras: a feminização de determinadas profissões e sua subseqüente desvalorização, resistências sociais, a maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas, a falta de massa crítica de mulheres nas organizações, dentre outras.
O mercado de trabalho tem um campo vasto, no entanto requer praticidade e constante atualização de informações. Quem não está apto, informatizado e disposto a inovar no mercado de trabalho, ficará provavelmente, aquém das necessidades de nossa época.

*Aluno do I período de Letras da FVJ

MEIOS DE COMUNICAÇÃO. Texto de Alrilene Barbosa expõe sobre essa parafernália dos tempos modernos


MEIOS DE COMUNICAÇÃO; o mundo não seria o mesmo sem eles


Alrilene de Lima Barbosa*



Os meios de comunicação são objetos que auxiliam no recebimento e transmissão de informações. Dessa maneira, eles nos ajudam a nos comunicar um com o outro. Por exemplo: se estivermos em uma cidade podemos conversar com um parente de outra cidade. Existem diversos meios de comunicação como, por exemplo, o telefone, a televisão, o rádio e o jornal. A internet também nos possibilita comunicar-se através de vários meios, como MSN, chats, etc. É graças ao avanço da tecnologia que cada vez mais os meios de comunicação permitem que nos comuniquemos com pessoas em maiores distancias no menor espaço de tempo. Cada meio permite que nos comuniquemos de uma maneira diferente com o outro. Por exemplo: a televisão permite que muitas pessoas vejam a mesma noticia, mas é através do telefone que conseguimos transmitir a noticia que escutamos para as outras pessoas. O telefone é um meio de comunicação que transmite som, ele permite que duas pessoas se comuniquem ao mesmo tempo; ele foi inventado aproximadamente por volta de 1860. O rádio também é um meio de comunicação muito importante, pois em alguns lugares é o único veiculo de comunicação que consegue chegar, informando e divertindo a população. Ele foi inventado em 1896, mas só se popularizou após a Primeira Guerra Mundial. Os meios de comunicação são muito importantes, pois através dele nós adquirimos muitos conhecimentos.

*Aluna do I Período de Letras da FVJ

VIOLÊNCIA URBANA. Texto de Ana Katarina discute as raízes sociais deste problema


VIOLÊNCIA URBANA; investimentos em educação podem amenizar o problema



Ana Katarina Laurindo dos Santos*



É comum quando lemos ou assistimos qualquer meio de comunicação vermos notícias que envolvem o assunto da violência urbana. Mas o que vem a ser violência urbana? Ela nada mais é do que todo e qualquer ato violento que seja físico ou não, que prejudica a ordem pública das comunidades que vivem em centros urbanos. Existem várias causas que podem explicar esse grande mal que assola a segurança das pessoas, porém a mais importante delas é a má distribuição de renda, que resulta na privação da educação e melhores condições de moradia.

É notório que as populações que são privadas de condições dignas para viver, acabam se tornando, até pelo próprio meio em que vivem, pessoas revoltadas com a realidade vivenciada pelos mesmos e algumas dessas pessoas acabam escolhendo o lado mais difícil, o da criminalidade e da violência. Resultado disso são seres humanos completamente revoltados e incapazes de controlar seus próprios atos. E é assim que a violência acaba surgindo.

Muitos são os casos que a mídia anuncia todos os dias pelos meios de comunicação. Um dos que chocaram a população foi o caso do menino João Hélio, que foi arrastado por vários metros, preso ao cinto de segurança do carro da mãe que acabara de ser assaltada por bandidos. Os ladrões ironizaram dizendo que “o que estava sendo arrastado não era uma criança, mas um mero boneco de Judas”.

Mas o que fazer para acabar com este grande mal? Talvez se houvesse uma escola pública de qualidade, interação entre políticas urbanas e políticas de segurança pública, a participação de toda a sociedade cobrando soluções, e uma distribuição de renda mais justa, certamente todas as pessoas se beneficiariam com uma sociedade mais igualitária e principalmente sem violência.

*Aluna do I período de Letras da FVJ.

DIREITOS TRABALHISTAS. Texto de Rita de Cássia fala dessa conquista histórica dos trabalhadores


DIREITO TRABALHISTA NO BRASIL; Uma história de lutas e de conquistas



Rita de Cássia Barbosa de Carvalho*



Direito Trabalhista, ou Direito Laboral, é o conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores, e os direitos resultantes da condição jurídica dos trabalhadores. Direito do Trabalho no Brasil se refere ao modo como o Estado brasileiro regula as relações de Trabalho e as normas e conceitos importantes para o entendimento das mesmas. As normas do Direito do Trabalho brasileiro estão regidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pela Constituição Federal e por várias Leis Esparsas (como a lei que define o trabalho do estagiário, dentre outras).
O trabalhador é o elo mais fraco de relação trabalhista. O empregado recebe, portanto, proteção jurídica especial por parte do Estado. Essa proteção se assenta na idéia de
justiça distributiva, que atenta para a produção de uma igualdade material (e não somente formal) entre as partes. Esse princípio se divide em três sub princípios: Princípio in dúbio pro operário, Princípio da aplicação da norma mais favorável e Princípio da condição mais benéfica. Além desses, existem outros princípios, tais como: Princípio da irrenunciabilidade de direitos, Princípio da continuidade da relação de emprego, Princípio da inalterabilidade contratual lesiva e Princípio da intangibilidade salarial.
A
Emenda Constitucional 45 de 2004 trouxe uma modificação importante para a justiça do trabalho, que se tornou agora competente para processar e julgar as ações oriundas das relações de trabalho (art. 114, I, da CF/1988). Anteriormente, talvez fosse mais correto dizer que e justiça do trabalho seria a “justiça do emprego”, pois era somente das relações de emprego que esta tratava. Agora, a Justiça Trabalhista brasileira passa a ter competência sobre as relações de trabalho em sentido amplo. Com a Emenda de 2004, ela passa a ter jurisdição sobre qualquer relação de trabalho, mesmo que esta não envolva subordinação jurídica. Assim, trabalhadores como pedreiros, pintores, técnicos de informática, e outros que sejam autônomos irão buscar seus direitos na Justiça do Trabalho.


*Aluna do I Período de letras da FVJ.

POBREZA. Texto de Mara Poliana traz a tona um problema milenar


A POBREZA; preocupação atual para um problema antigo



Mara Poliana Simões Barbosa*



Atualmente podemos ver quantas pessoas sofrem por não ter do que se alimentar, do que se vestir e onde morar; uma carência de bens muito grande predomina neste mundo. Pela falta de oportunidade de ter um trabalho digno as pessoas sofrem bastante para conseguir se manter é aí que entra o desespero de mãe, pai e filhos; é nesse momento que vários problemas na sociedade aparecem; o roubo pela sobrevivência, a prostituição, as drogas, fazendo com que com que cada dia mais o ser humano torne-se um vulnerável ao crime.
A sociedade se destrói a cada dia, a falta de assistência para crianças e adolescentes é imensa e a parte considerável delas é encontrada nas ruas e praças, quando as mesmas deveriam está freqüentando uma escola.
Para a maioria dos que se vendem para ter um prato de comida ou possuir um teto, as conseqüências mais tarde serão terríveis. Podemos ver jovens com as doenças sexualmente transmissíveis, sendo espancadas, abusadas sexualmente; fazendo com que a vida se transforme em um verdadeiro pesadelo.
Temos que se conscientizar para melhorar as condições da vida dessas pessoas; abrir novas portas de emprego para que elas possam trabalhar e ter seu sustento, ter assistência médica melhor, oferecer oportunidades para que essas crianças possam estar dentro de uma sala de aula fazendo cursos e para que futuramente possam ser independentes, crescer e realizar seus sonhos. Assim o sucesso será alcançando com o propósito de viver bem, fazendo o que gosta e formando uma sociedade bem estruturada na área espiritual, sentimental e financeira.

*Aluna do 1º período de letras da FVJ

A EMANCIPAÇÃO DA MULHER. Texto de Lívia Monteiro discute o papel da mulher na atualidade


A EMANCIPAÇÃO DA MULHER; avanços significativos ao preço de muitas lutas



Lívia Maria Monteiro Rodrigues*



A expansão do papel da mulher no mercado de trabalho tem sido contínua. A tentativa das mulheres de se igualarem se iniciou há muitos anos, mas tem seu marco principal no dia 8 de março de 1857, quando operárias resolveram paralisar seu trabalho no intuito de reivindicarem melhorias de salários.
Embora a nossa sociedade ainda se encontre machista e preconceituosa, a inserção das mulheres no mercado de trabalho está aumentando a cada ano e cada vez mais vem sendo notada a sua participação em trabalhos que há algum tempo só era realizado por homens.
No Brasil, quando falamos em escolaridade, a população feminina também vem aumentando sua participação e ultrapassando os homens, ocupando a grande maioria no nível superior.
Mesmo com o nível de escolaridade elevado, as mulheres ainda são vítimas de preconceito, principalmente quando se fala em igualdade salarial, que é um dos fatores que mais tem causado repercussão em todo o mundo. É comum mesmo depois de muito tempo de luta por igualdade feminina, mulheres exercerem a mesma função e terem a mesma carga horária de trabalho dos homens, mesmo assim tendo remuneração bem mais baixa quando comparadas com a masculina.
Além de tantos preconceitos enfrentados pelas mulheres na sociedade, grande parte da população feminina enfrenta sérios problemas dentro de casa. A violência praticada por parte de seus companheiros é uma das questões de maior relevância. Indefesas, as mulheres sofrem agressões diárias, silenciosamente. O impedimento de exercerem uma profissão fora de casa, também é um dos obstáculos enfrentados por elas. Ainda existem maridos machistas a ponto de proibirem suas esposas de trabalharem fora e jamais aceitarem que elas recebam salários mais altos que eles.
Mesmo com tantas desigualdades e preconceitos, as mulheres mostram-se incansáveis quando o assunto é lutar por seus direitos. Atualmente elas vêm conseguindo emprego com mais facilidade que os homens, demonstrando perfeição no que fazem, mesmo que muitas vezes elas trabalhem em dobro dentro e fora de casa.
A população feminina não pode e não deve desistir de continuar lutando por igualdade. Esse esforço não é somente para diminuir, mas sim para acabar com a desvalorização da mulher. Os avanços sem dúvidas têm sido percebidos, mas, para que a igualdade aconteça por completo, toda a sociedade terá que passar por uma transformação, conscientizando-se da ideia de que mulheres e homens são iguais e têm os mesmos direito e deveres
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*Aluna do I Período de Letras da FVJ.


A CULTURA DO ARACATI. Texto de Diego Braga ressalta os talentos aracatienses


A CULTURA DO ARACATI; muito potencial para pouco apoio

Diego Braga de Oliveira*



O Aracati dispõe de uma grande variedade cultural, no entanto, esse lado que muitas vezes é uma marcante característica de nossa cidade, não vem recebendo o devido valor que merece. Mas, não é isso que vai inibir nosso espírito artístico. Apesar de não contar muito com a contribuição pública, eles fazem valer seu talento e mostram a todos o que eles têm e fazem de melhor.
São muitos os talentos aracatienses, dentre eles estão: dança, teatro, música, esculturas de madeira, de gesso, pinturas, artes plásticas, humorismo, dentre outras.
Quem nunca ouviu falar do carnaval de Aracati? Uma festa que reúne várias cidades e municípios tanto vizinhos quanto distantes, que se juntam para desfrutar de uma festa que conta com a forte manifestação cultural das pessoas que compõem este evento. Um grande exemplo disso é o carnaval cultural, que acontece ao mesmo tempo do carnaval tradicionalmente conhecido.
O carnaval cultural é composto pelos chamados “ blocos culturais” que foram resgatados e hoje fazem parte desta festa. Quem dá vida a esses blocos são artistas da terra que sabem como ninguém pôr na avenida criatividade, cores; muitas vezes fazem homenagens a grandes nomes de nossa cidade.
Enfim, falar de cultura no Aracati é praticamente falar das raízes da cidade, pois em toda a nossa história sempre tivemos este talento para criar, para escrever, e etc. Estas marcas sempre irão ter, pois já virou um símbolo da nossa condição de aracatiense. Aracati sempre foi e sempre será um verdadeiro berço de artistas.


*Aluno do I período do Curso de Letras da FVJ

quinta-feira, 20 de maio de 2010

BULLYING. Texto de Janienne trata do comportamento nas escolas


BULLYING NAS ESCOLAS; tratamento adequado pode resolver desvio de comportamento

Janienne*


Bullying é um ato caracterizado pela violência física ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro individuo, ou grupo, sem motivo claro. O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que há escolas que não admitem a ocorrência desses atos entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.
No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito. Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vitimas, quanto para agressores. As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vitima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças (enviar mensagens, por exemplo), e a exclusão.
Entre os meninos, os tipos de vitimação são mais de cunho físico. Ainda que não efetivada a agressão, os agressores costumam ameaçar, meter medo em suas vitimas. Já as meninas agressoras costumam espalhar rumores mentirosos, ou ameaçarem e espalharem segredos para causar mal estar. As ameaças podem vir acompanhadas de extorsão, chantagem para obter dinheiro, por exemplo. Tanto vitimas, quanto agressores podem sofrer conseqüências psicológicas desta situação de abuso, porém o que normalmente acontece, é que todas as atenções dos responsáveis (pais e professores) se voltam para o agressor, visto como um marginal em potencial, e a vitima é esquecida. O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação.
Não existem soluções simples para se combater o bullying. Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. A escola deve agir precocemente contra o bullying. Quanto mais cedo o este problema cessar, melhor será o resultado para todos os alunos. Intervir imediatamente, tão logo seja identificado à existência desta situação na escola e manter atenção permanente sobre isso é a estratégia ideal. A única maneira de se combater este desvio de comportamento é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais.
Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. As medidas adotadas pela escola para controlar esta situação, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade
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*Aluna o I período de Letras FVJ

PEDOFILIA. Texto de Vanessa Oliveira trata desse crime abominável



PEDOFILIA; é preciso denunciar e combater a impunidade



Vanessa Oliveira de Andrade*



Hoje, a pedofilia é um dos temas mais abordados e discutidos da sociedade moderna. Para a psicanálise, a pedofilia é tida como uma perversão sexual. Porém, o que mais impressiona é que na maioria dos casos de abusos sexuais de crianças os principais agressores são os tios, padrastos e pais.

Muitas vezes o pedófilo apresenta uma sexualidade pouco desenvolvida e temendo a resistência de um parceiro em iguais condições, escolhe como parceiro uma pessoa mais vulnerável. Mas será que esse distúrbio sexual justifica tal ato? A resposta é não, pois o abuso sexual de menores gera danos na estrutura e nas funções do cérebro da criança molestada. Danos estes que em algumas dessas crianças podem tornar-se irreversíveis. Mas afinal de contas o que leva uma pessoa a cometer um ato tão cruel contra uma criança? Doença ou pura monstruosidade?

O problema da pedofilia no Brasil, por gerar muita polêmica, vem finalmente despertando os olhares da justiça. Basta ver, por exemplo, o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 241, prevendo pena de um a quatro anos para quem fotografar ou publicar cenas de sexo que envolva crianças. Sabe-se que não é uma pena muito alta, mas para um país que é tido como país da impunidade já é um bom começo.

*Aluna do I período do Curso de Letras da FVJ


DROGAS NA FAMILIA. Texto de Ana Lorena trata dessa complicada situação


DROGAS NA FAMILIA; a preocupação e os traumas de uma situação complicada


Ana Lorena Paula*



As Drogas são substancias químicas, que provocam alterações em quem as consome e levam a dependência. Existem vários riscos que são bem conhecidos, mesmo assim as pessoas continuam a abusar das drogas, e esse abuso continua a destruir vidas.
Os pais, que deveriam educar os filhos para livrá-los das drogas, algumas vezes, lamentavelmente, acabam levando os filhos para esse caminho sem volta. Às vezes os pais aparecem consumindo bebidas e cigarros dentro de casa, e isso leva o jovem seguir o mesmo exemplo do pai. A família deve ter uma conversa franca com seus filhos e esclarecer o assunto. Precisamos investir em medidas preventivas nas escolas, e onde mais for necessário. Diga não as drogas.


Aluna do Iº período de Letras da FVJ

DIREITOS HUMANOS. Texto de Fábio Barbosa aborda essa conquista da humanidade


DIREITOS HUMANOS; é hora de fazer valer o que está no papel


Fábio da Silva Barbosa*


Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. Normalmente tal conceito tem a ideia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.
Eles são universais (direitos que pertencem a todas as pessoas), indivisíveis (os direitos não podem ser separados uns dos outros), inter-relacionados (os direitos afetam-se uns aos outros) e interdependentes (um direito não pode ser obtido integralmente sem que os outros também o sejam).
Porém, relata-se bastante sobre direitos, mas será que eles estão sendo cumpridos à risca pelos três poderes públicos (executivo, judiciário e parlamentar) com respeito aos menos desfavorecidos da sociedade? Será que a sociedade em geral é beneficiada com tais direitos? Essa questão desde os mais tenros tempos observa-se que sempre teve dificuldade de execução plena.
Portanto, as pessoas que ficam esperando intermináveis e angustiantes horas numa fila de hospital visando uma consulta ou algo do gênero e aqueles cidadãos que são excluídos pela perícia médica de receber a aposentadoria, quando assim as circunstâncias o favorecem, são exemplos nítidos da escassez daqueles direitos.
Diante de tal situação é necessário uma conscientização plena da sociedade: aqueles que são beneficiados e os que beneficiam, ou seja, os direitos (assim como os deveres) precisam ser cumpridos integralmente, independente de raça, cor , credo etc.
Ou a sociedade reconhece primeiramente a caótica situação dos direitos humanos e conscientiza-se, ou o ser humano viverá prejudicado com todas aquelas regras da constituição que existem somente no papel. Os direitos são mais que algo necessário à nossa existência, são garantias de nossa dignidade enquanto seres humanos.

*Aluno do 1º Período de Letras da FVJ.

DROGAS NA JUVENTUDE. Texto de Jakciane Santos aborda esse palpitante tema


DROGAS NA JUVENTUDE; prazer momentâneo, frustração para sempre

Jakciane Simões dos Santos*



Nos dias atuais o uso das drogas tem tido um aumento significativo, atraindo facilmente a juventude do nosso país. Sendo um assunto bastante polêmico, nos leva a várias discussões. Porém esse problema não terá uma fácil resolução como muitos pensam. Uma ação que não resolveria o problema seria a prisão daqueles chamados “profissionais do tráfico”, uma vez que os mesmos estão cada vez mais organizados, como a estrutura de uma empresa.
Outra medida não muito eficaz seria a internação desses jovens usuários de drogas em clínicas especializadas em reabilitação; o motivo da ineficácia é que a quantidade de jovens dependentes supera o número de vagas que as clínicas dispõem.
Com isso, pode-se perceber que não se pode tentar acabar com o mundo das drogas de uma hora para outra, ainda mais depois que esta se expandiu. O que deve ser feito é prevenir, por meio de políticas públicas que incentivem a formação de famílias mais estruturadas, onde desde criança, a pessoa possa começar a se conscientizar dos valores necessários para ser um bom cidadão, saber sobre seus direitos, mas, principalmente aprender que deve exercer deveres. Ao crescer, esses ensinamentos serão evidenciados na personalidade do jovem, tornando-o uma pessoa com uma visão mais otimista e mais ampla do mundo, tendo menos chances de deixar-se levar para esse mundo de obscuridades.

*Aluna do I Período de Letras da FVJ

ENERGIA EÓLICA. Texto de Raynara Viana fala de desenvolvimento sustentável


A FORÇA DOS VENTOS; energia limpa para um desenvolvimento sustentável

Raynara Viena da Silva*



O termo eólico vem do grego eólico, pertencente ou relativo ao vento. A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover barcos, impulsionados pelas velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, movendo suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na margem de rios ou para bombear água. Os moinhos foram usados para a fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos países Baixos.
Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover aerogeradores, os quais são grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um cata-vento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia eólica. É preciso concentrar aerogeradores em parques eólicos para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente para alimentar localidades remotas e distantes da sede de transmissão. É possível ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão quando se trata de requisitos limitados de energia elétrica.
A energia eólica pode ser considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, é amplamente distribuída globalmente, e se utiliza para substituir fontes de combustíveis fósseis, alem de auxiliar na redução do efeito estufa. Em países como o Brasil, que possui uma grande malha hidrográfica, a energia eólica pode se tornar importante no futuro, porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais controlado. Em países com uma malha hidrográfica pequena, a energia eólica passa a ter um papel fundamental, como talvez a única energia limpa e eficaz nesses locais.
Além da questão ambiental, as turbinas eólicas possuem a vantagem de poderem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados, não sendo necessária a implementação de linhas de transmissão para alimentar certas regiões que possuem aerogeradores.
A IMPSA e a Cemig marcam o início de uma nova era na geração de energia sustentável no Brasil com a Usina Eólica Praia de Canoa Quebrada. Por ser renovável – em outras palavras, inesgotável – energia eólica é considerada a fonte de energia natural mais limpa do planeta. Nela, o movimento das turbinas produz energia elétrica a partir da forca dos ventos. Dentro do programa de Incentivo as Alternativas de Energia, do Governo Federal, nos próximos vinte anos, toda a energia elétrica gerada pela Usina Eólica Praia de Canoa Quebrada será comercializada pela Eletrobrás.
Além de ampliar a oferta de energia do Nordeste, atendendo à demanda atual e futura sem agredir o meio ambiente, o empreendimento vai contribuir para o crescimento econômico e social da região, gerando empregos diretos e indiretos. Mas, aí é que vem a questão: será que realmente a energia eólica traz somente benefícios? Segundo os ambientalistas e moradores da região, esse novo empreendimento está prejudicando o meio ambiente; Eles acham que com a vinda da energia eólica o patrimônio ambiental virá a ser prejudicado

*Aluna do I período de Letras da FVJ

FLORESTA AMAZÔNICA. Texto de Carline Freitas aborda uma questão de interesse internacional



FLORESTA AMAZÔNICA; é preciso oxigenar o pulmão do mundo


Carline Freitas dos Santos*



A floresta amazônica é o ecossistema equatorial que forma a maior parte da Amazônia. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. Possui uma diversidade de espécies, embora pouco conhecidas devido à dificuldade de acesso as altas copas, que são o habitat da maior parte das aves. Mas infelizmente essa fauna e essa flora estão sendo ameaçadas pelos desmatamentos, queimadas e as mudanças climáticas decorrentes de tais atos, que têm crescido significativamente a cada ano.
Segundo Michael Willians “ O povo brasileiro sempre viu a Amazônia como uma propriedade que pode ser livremente cortada, queimada e abandonada”. E é realmente isso que está acontecendo; Nós estamos valorizando mais o cultivo da soja e a pastagem de animais do que a preservação da fauna e da flora que são essenciais para o equilíbrio ambiental de todo o planeta. Devíamos ter leis mais rígidas que proibissem toda e qualquer ação que venha a afetar negativamente o meio ambiente. Porém esse pensamento é apenas um ideal e está longe de ser real.
Diante disso, o que nos resta a fazer de mais sensato é conscientizar a população brasileira, principalmente as comunidades amazônicas, de que ao agredirmos o meio natural estamos cavando a nossa própria cova. Se continuarmos a destruir as nossas florestas, um dia, que está bem próximo, não haverá mais árvores suficientes para absorver o dióxido de carbono, gás altamente nocivo aos seres humanos. Além de alterar o clima da região, podendo causar muitos desastres ecológicos.
Nós e somente nós podemos mudar essa situação. Caso contrário, seremos culpados e merecedores das conseqüências de nossos atos de agressão ao meio ambiente ou pelo nosso ato de omissão ou indiferença ao grito de socorro da floresta Amazônica.


*Aluna do primeiro período de letras da FVJ.

GRIPE SUÍNA. Texto de Bruna Oliveira sobre a pandemia que assustou o planeta


GRIPE SUÍNA; apesar do susto o mundo já pode respirar aliviado


Bruna de Oliveira Sousa *



A Influenza A, conhecida popularmente como Gripe Suína, doença causada pelo vírus da Influenza H1N1, assustou não apenas a população brasileira como o mundo.
A gripe foi detectada inicialmente no México, no final de março de 2009 e desde então se espalhou para os Estados Unidos, Canadá e se disseminou para o resto do mundo. Graças às viagens aéreas, ocorreu um aumento inesperado de pessoas que contraíram a “nova gripe”, o que resultou em uma pandemia.
Seus sinais e sintomas são semelhantes ao da gripe comum, como febre alta, tosse, dor de cabeça (cefaléia), dores musculares e nas articulações, dor na garganta, fraqueza e dificuldades respiratórias.
O Ministério da Saúde alertou a população sobre as formas de evitar a contaminação: ao tossir ou espirrar, a boca e o nariz devem ser cobertos com lenço de preferência descartável e que ao utilizar as mãos lave-as rapidamente com água e sabão para prevenir contaminações. Foi indicado também o uso de máscaras.
Desde março de 2010, começou a campanha de vacinação contra a Gripe A. A meta é vacinar pelo menos 80% das pessoas que estão no grupo de risco que são: gestantes, crianças menores de 2 anos, doentes crônicos, pessoas com doenças cardiovasculares, idosos maiores de 65 anos, população de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos.
Graças a todos esses alertas e campanhas a doença foi estabilizada e as chances agora são menores de se contrair a tão temida gripe suína. A população já pode comemorar e respirar aliviada.




* Aluna do I Período de Letras da FVJ

HOMOSSEXUALISMO. Texto de Stérffane Damasceno trata desse assunto polêmico


HOMOSSEXUALISMO: DOENÇA, VÍCIO, PERTURBAÇÃO MENTAL OU APENAS OPÇÃO?



Stérffane Deyse Damasceno dos Santos*



Existem nos dias atuais muitas discussões e diversas opiniões sobre o Homossexualismo. Alguns estudiosos citam os aspectos biológicos, outros os sociais e psicológicos e ainda há os que consideram uma opção.
Homossexualismo é uma questão permeada de muitos tabus e preconceitos, já que nossa sociedade estabelece alguns modelos de conduta, de como homens e mulheres devem ser, agir e pensar. Qualquer pessoa que se afaste do que é normal é discriminada ou até ridicularizada. Assim os homossexuais são chamados de “veado, “sapatão”, e muitas vezes são responsabilizados por espalharem o vírus da AIDS.
Esse tipo de preconceito, inclusive por parte de profissionais da área de saúde, está dificultando a informação a respeito de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Alguns médicos classificam a homossexualidade como doença passível de cura, “um transtorno mental”, apesar de existirem opiniões diferentes sobre o homossexualismo; mesmo assim ele não pode ser considerado vício ou degeneração mental.
Temos então um dos maiores exemplos de preconceito que chega ao extremo: o líder alemão responsável pelos horrores da segunda guerra mundial e o nazismo, Hitler, se baseava na teoria da raça pura: homossexuais, judeus, ciganos, deficientes, negros e comunistas deveriam ser perseguidos e assassinados por serem pertencentes a raças inferiores aos Arianos.
Quando discriminamos alguém, estamos querendo ser melhores que eles; Isso são praticas que são atribuídas ao nazismo. Se quisermos ser respeitados, com nossas características, nossas idéias, nosso modo de vida, temos que respeitar os demais.



*Aluna do I período de letras da FVJ

JUVENTUDE.Texto de Larisse Alcântara relata dilemas dessa fase da vida


JUVENTUDE; aventura e rebeldia faz parte do crescimento

Larisse Ferreira de Alcântara Lima *


A juventude de hoje, para muitos, é a fase da “liberdade” para fazer o que quiser. Porém, podemos afirmar que este é o período da complicação, dos desejos, do prazer e, além disso, dos sonhos e da busca por realizações pessoais e profissionais. Além do mais, esse é o momento de decidir o seu futuro, quando surgem as dúvidas, os erros, acertos e aquela frase: “nada é fácil”.
Entretanto, o termo liberdade significa de acordo com o dicionário: “condição de ser livre, direito de agir segundo sua própria vontade”. Sabendo disso a maioria dos adolescentes exageram, vão para a festa... E não percebem já ser de manhã e uma noite passou, seus pais estão em casa preocupados com você, olhando o relógio, andando de um lado para outro, esperando sua volta (isso quando voltam). Além disso, maltratam os pais dizendo que eles são ineptos por não os deixarem beber, fumar ou não lhe dão dinheiro para comprar roupas, sapatos etc. Alguns falam que nunca deveriam ter nascidos. Mas pense um pouco: se não estivesse aqui, outra pessoa iria lhe agradecer por viver em seu lugar. Muitos deles acham que sempre estão certos, dificilmente sabem pedir desculpas quando erram; alguns não falam um “eu te amo” ou “obrigado (a)” para aquela pessoa especial por sentirem vergonha de expressar seus sentimentos, principalmente com a família.
Todavia existem jovens diferentes, pois sabem curtir esse período com responsabilidade porque é nesse momento da vida que se vai aprender o verdadeiro significado dessa palavra. Com todos esses conceitos comportamentais observamos que a definição de juventude é mais complicada do que possamos imaginar. Para quem está nessa fase é difícil analisar-se, com todas essas mudanças ocorrendo, de criança e de repente adolescente. Agora quem já passou por isso afirma ser a fase sonhadora, o melhor período da vida; existe quem fale, ter se divertido até demais. Dizem ter sido rebeldes, outros não sabiam o que estava acontecendo com seu corpo, sonhavam com um príncipe encantado que depois se transformou em sapo quando foi viver a realidade. Hoje tem aqueles que querem cursar uma Universidade, dispostos a lutar para conseguir algo na vida, outros querem casar construir sua própria família, e tem quem prefira ficar solteiro por muito tempo, pensando em possuir carro, moto e avião, existem até aqueles dispostos a mudar o mundo.
Portanto podemos perceber que a juventude atual é totalmente diversificada tratando-se de caráter, desejos, enfim, de sonhos. Isso é o que faz toda diferença na construção de uma sociedade; só não podemos esquecer que nossas atitudes serão à base do nosso futuro
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*Aluna do I período de letras da FVJ

MEIO AMBIENTE. Texto de Aurizete Medeiros aborda essa questão estratégica de nosso tempo


MEIO AMBIENTE; respeitar a vida para continuar vivendo


Francisca Aurizete da Silva Medeiros[*]


A Floresta Amazônica não pode,
ela própria, entrar na
Justiça contra os desmatadores.
Nós é que temos de fazer isso.Marina Silva – Senadora


O meio ambiente é definido pelas condições existentes em determinada área da superfície terrestre, onde a vida pode desenvolver-se e onde o homem exerce suas atividades. Entretanto, no decorrer dos anos a ação impensável do homem tem resultado no desequilíbrio ambiental.
Como solucionar tantos problemas ambientais? Há diversas maneiras de se promover a preservação ambiental, entre elas, pode-se considerar a reciclagem de lixo. Esta é uma das formas mais básicas e de fácil manuseio, e que vem sendo recomendada e pouco adotada pela sociedade. Outra forma de preservação pode ser o uso de energias limpas e também preservação de lagos, rios e parques ecológicos.
Uma das maiores ameaças ao meio ambiente é a urbanização em áreas de mata; essa interferência do homem agride diretamente ao ciclo natural dos ecossistemas. Os que mais sofrem com essa interferência são os animais, pois estão perdendo pouco a pouco o seu habitat natural, ficando sujeitos a uma brusca mudança de hábitos e comportamentos.
Felizmente o homem tem despertado para a realidade do meio ambiente, reconhecendo que também está inserido nele. Porém pouco se tem feito, para amenizar os efeitos de tanta destruição ambiental.
As florestas são os ambientes mais ricos da terra em biodiversidade e em mais de 500 anos já foram devastado somente aqui no Brasil mais de 30% das florestas, sendo a maior parte nos últimos 50 anos. Esse quadro é tão alarmante que preocupam até os outros países, onde seus governos estão a todo momento aconselhando às autoridades brasileiras a fazer algo em relação ao assunto.
Além do desmatamento das florestas há também a poluição que é outro grande fator que contribui para o desequilíbrio ambiental. Grande parte provocada pelas queimadas e por gases emitidos por veículos e fábricas industriais, os quais poluem o ar, a água e o solo causando diversos impactos ambientais.
A intervenção do homem no mundo natural, mesmo sendo com uma maior consciência torna-se insuficiente mediante às grandes degradações que já ocorreram até agora.
Preservar o meio ambiente pode ser uma tarefa grande para uma pessoa, mas se cada um, cada cidadão contribuir de alguma forma essa tarefa torna-se possível.
Com uma maior conscientização e valorização do meio ambiente as chances de que o ambiente seja restaurado cresce visivelmente.
É preciso cada um respeitar o espaço de todo ser vivo, respeitar a fauna e a flora de forma geral e adotar medidas para que o meio ambiente possa pelo menos respirar
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[*] Aluna do 1º período do Curso de Letras da faculdade do vale do Jaguaribe

PENA DE MORTE. Texto de Leandro Barros reabre a polêmica sobre a pena capital


PELA PENA DE MORTE; mazelas sociais não justificam crimes hediondos



José Leandro Barros de Araújo*




Preservando os lobos matam-se as ovelhas. Esta tem sido a atitude do Estado perante as pessoas de bem. Em nossos dias, criminosos matam por motivos torpes, sem medo de pena alguma; a impunidade é a garantia para a criminalidade.
São muitas as objeções a pena capital, infelizmente, porém, sem fundamentos em si. Os que são contra a pena capital defendem com sofismas o direito à vida de criminosos que matam pessoas de bem que não tiveram o direito de viver. E vão bem além, culpando a sociedade pelo crime cometido devido às mazelas sociais, políticas, morais e a probabilidade de erro em algum julgamento. E com esse e outros argumentos alegam que é “inviável” a pena de morte no Brasil.
A questão não é de viabilidade ou não, mas se a pena capital corresponde ou não ao direito humano à justiça. Essa é a questão. Ela é necessária segundo a justiça, e em qualquer lugar do mundo, a justiça exige pena de morte em alguns casos.
Transferir o mal cometido por alguém (crime torpe), a fatores da sociedade como, desigualdade, pobreza, é negar o ser em si; o crime não está na inteligência de quem o faz, mas na própria vontade de fazê-lo.
A pena de morte é necessária a justiça; todos os sofismas contra a pena de morte partem do pressuposto de que o homem é bom e que não tende para o mal e, isso, é falso. Daí a ingênua tentativa de reeducar (ressoscialização) para a sociedade estes criminosos insanos, como se antes eles não fossem socializados.
Concluo então dizendo que o futuro me assusta, porém, permaneço otimista e com fé em dias melhores, embora não acredite na punição atual dada para determinados crimes psicossociais que assolam o nosso país e a humanidade.

*Aluno do I Período do Curso de Letras da FVJ

PROFISSÕES. Texto de Eurilene Simões mostra as preocupações que acercam esse tema


PROFISSÕES; as vantagens e os perigos de uma opção


Eurilene Nogueira Simões*



Todas as profissões têm suas vantagens e desvantagens. É raro ter alguma que não tenha problemas, pois cada uma apresenta dificuldades seja qual for. A vida de um médico é um grande exemplo: tem um ótimo salário, é uma profissão desejada e muito bonita, afinal tão lidando com vidas de seres humanos. Porém não é fácil; por mais profissional que seja, sempre vai estar correndo o perigo de arriscar a vida de pacientes, como é o caso do cirurgião, o anestesista e muitos outros.
A polícia é outro caso semelhante: ela é paga para proteger os cidadãos, porém não tendo quem os proteja, correm o risco de morte e não têm uma vida tranqüila. Muitos deles são ameaçados ou não conseguem viver no meio da sociedade como uma pessoa qualquer.
São muitas profissões difíceis apesar de todas serem dignas, porém apesar dos problemas que passam, são capazes de realizar um bom trabalho e o fundamental para que realize, é fazer por prazer, se realizando profissionalmente.
Escolhi essas duas profissões para argumentar porque trabalhar nessas atividades tem que primeiro gostar, afinal nenhuma das duas proporciona um convívio social tranqüilo; quem conhece bem isso são seus familiares porque são eles que mais sofrem, Muitas vezes eles passam mais tempo no local de trabalho do que com a família; não têm dia e nem hora para trabalhar, deixando de lado datas especiais e comemorativas.
A profissão é muito importante em nossa vida. Só em ter uma profissão já é muito gratificante, pois isso nos proporciona oportunidade de aprender cada vez mais. Quando conseguimos o primeiro emprego é uma alegria muito grande, porque sabemos que a partir dali a vida vai mudar radicalmente, vamos ser uma pessoa independente, começar a ter responsabilidade, ter um convívio melhor com a sociedade e aprender muito com os outros.




* Aluna do I período de Letras da FVJ